O dólar voltou a ganhar força no Brasil e encerrou o dia acima do nível psicológico de R$5, refletindo principalmente o movimento global de valorização da moeda americana e o cenário de incerteza nos mercados internacionais.
A cotação fechou em alta de 0,39%, aos R$5,0021, acompanhando o desempenho do dólar no exterior, que também avançou frente a diversas moedas emergentes. O movimento foi impulsionado pelo fortalecimento do petróleo e pelas tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, que seguem influenciando diretamente o apetite por risco global.
No cenário internacional, o mercado também reagiu à decisão do Federal Reserve, que manteve os juros estáveis, reforçando o discurso de cautela diante de uma inflação ainda persistente. Esse posicionamento contribuiu para sustentar o dólar em patamar elevado.
No Brasil, as atenções se voltaram para o Copom, com expectativa majoritária de um corte mais moderado na taxa Selic. A perspectiva de juros ainda elevados, combinada com a redução do fluxo estrangeiro na bolsa brasileira, ajudou a pressionar o real frente à moeda americana.
Além disso, dados econômicos domésticos vieram fortes, como a geração de empregos acima do esperado, mas não foram suficientes para conter o avanço do dólar no curto prazo.
O cenário atual indica um mercado mais sensível aos fatores externos, especialmente às decisões de política monetária e aos desdobramentos geopolíticos. Com isso, a tendência é de continuidade da volatilidade no câmbio, exigindo atenção redobrada dos investidores e agentes econômicos.




