Avanço da colheita no Brasil pressiona arábica na ICE Nova York, enquanto robusta encontra sustentação no mercado de Londres
O preço do café hoje encerrou esta quinta-feira (7) com forte pressão sobre os contratos do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), refletindo o avanço da safra brasileira, expectativa de maior oferta global e movimentações técnicas dos fundos. Já o robusta terminou o dia mais sustentado na Bolsa de Londres.
No fechamento da sessão, o contrato maio/26 do café arábica encerrou negociado a 291,05 cents/lb, com queda de 840 pontos. O julho/26 fechou a 273,25 cents/lb, registrando baixa de 1.060 pontos. O setembro/26 terminou cotado a 265,15 cents/lb, com perda de 1.095 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 258,85 cents/lb, com recuo de 1.050 pontos.
Em Londres, o café robusta apresentou desempenho mais firme. O contrato maio/26 fechou a US$ 3.662 por tonelada, com alta de 24 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 3.432, com avanço de 19 pontos. O setembro/26 subiu 5 pontos, cotado a US$ 3.321, enquanto o novembro/26 terminou a US$ 3.236 por tonelada, com baixa de 8 pontos.
O mercado passou o dia pressionado pelo avanço da colheita brasileira, principalmente do conilon no Espírito Santo, além das expectativas de recuperação da produção nacional na safra 2026/27. As projeções de uma oferta mais confortável seguem pesando sobre os contratos do arábica em Nova York.
Outro fator que ampliou a pressão foi a atuação dos fundos e investidores, com realização de lucros e liquidação de posições compradas. O arábica aprofundou as perdas ao longo do pregão diante do aumento da percepção de maior oferta global nos próximos meses.
Mesmo com a queda mais intensa do arábica, o robusta encontrou sustentação em Londres. O mercado segue atento ao ritmo da colheita brasileira, à demanda internacional pelo conilon e às condições climáticas nas principais regiões produtororas.
No Brasil, o clima continua favorecendo os trabalhos no campo. O predomínio de tempo seco nas principais áreas produtoras ajuda o avanço da colheita e melhora as condições para maturação dos grãos, cenário que reforça a pressão sazonal sobre os preços neste momento.
O mercado encerra a sessão ainda bastante volátil e totalmente direcionado pelos fundamentos brasileiros, com operadores acompanhando de perto o ritmo da colheita, comportamento da oferta e movimentação dos produtores no mercado físico.
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