Arábica cai forte na ICE Nova York com avanço da colheita no Brasil, enquanto robusta também recua diante da expectativa de maior oferta global
O preço do café hoje aprofundou as perdas nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (7), com forte pressão sobre o café arábica na ICE Futures US, em Nova York, e recuos também registrados no café robusta negociado em Londres.
O mercado segue reagindo principalmente ao avanço da safra brasileira, além da expectativa de aumento da oferta global e movimentos técnicos de realização de lucros por parte dos fundos.
Por volta das 12h15, horário de Brasília, o contrato maio/26 do café arábica caía 495 pontos, negociado a 294,50 cents por libra-peso. O julho/26 recuava 1.075 pontos, cotado a 273,10 cents/lbp. Já o setembro/26 perdia 1.095 pontos, negociado a 265,15 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 registrava queda de 1.080 pontos, a 258,55 cents/lbp.
A pressão mais intensa sobre o arábica reflete o avanço gradual da colheita brasileira, especialmente com expectativa de maior entrada de café no mercado nas próximas semanas. Mesmo ainda em fase inicial em algumas regiões produtoras, o mercado já precifica aumento da disponibilidade física no ciclo 2026/27.
Em Londres, referência global para o café robusta (conilon), o mercado também operava em baixa. O contrato maio/26 mantinha estabilidade em relação ao fechamento anterior, cotado a 3.638 dólares por tonelada. Já o julho/26 caía 21 pontos, negociado a 3.392 dólares por tonelada. O setembro/26 recuava 38 pontos, para 3.278 dólares, enquanto o novembro/26 perdia 47 pontos, cotado a 3.197 dólares por tonelada.
No caso do robusta, o avanço da colheita do conilon no Brasil, principalmente no Espírito Santo, aumenta a percepção de maior oferta no curto prazo e também contribui para a pressão sobre os contratos em Londres.
Além dos fundamentos ligados à safra, operadores acompanham movimentos técnicos e realização de lucros após os ganhos expressivos acumulados pelo café nos últimos meses. Esse fluxo amplia a volatilidade e acelera os movimentos de baixa nas bolsas internacionais.
O dólar frente ao real também continua sendo fator importante para o mercado doméstico. A movimentação cambial influencia diretamente a formação dos preços internos e pode limitar oscilações mais agressivas no físico brasileiro ao longo da sessão.
O cenário mantém o mercado sensível ao ritmo da colheita brasileira, ao avanço da oferta global e ao comportamento dos fundos nas bolsas internacionais, fatores que seguem determinando o movimento das cotações no curto prazo.
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